O poder da multiplicação

O poder da multiplicação

Ano passado tive a oportunidade de visitar a India. De uma certa maneira me lembrava do nosso Brasil: povo amistoso, bases simples, alguns problemas políticos e inúmeros problemas sociais a exemplo da saúde precária e falta de saneamento básico. Cabe lembrar porém que a India tem uma população 6 vezes maior que o Brasil, convivendo na metade do espaço: já dá pra imaginar o caos.

Lá porém estão alguns dos maiores grupos empresariais do mundo, a exemplo do Grupo Tata, com mais de 700 mil funcionários espalhados nas mais de 30 empresas pelo mundo. Ou, empresas que surpreendem pelos números como a Jio, operadora de telefonia com mais de 385 milhões de usuários (quase duas vezes a população do Brasil) como clientes.

Números tão grandes assim podem nos fazer pensar que nunca teremos a relevância que como brasileiros acreditamos merecer. Mas não se enganem. O que aprendi com os indianos foi o poder da multiplicação.

A medida que unimos pessoas em torno de propósitos comuns, concentramos energia e foco, e naturalmente, “aquilo que você foca, expande” – e isso serve tanto para as coisas boas quanto para as coisas ruins.

Um exemplo comum acaba sendo as notícias negativas que parecem brotar a cada segundo. Agora porém no lado bom, temos ótimos exemplos dos mais variados tamanhos e impactos positivos, desde moradores de um mesmo prédio ou bairro, grupos de amigos e oração, até organizações civis e grandes corporações, unidos pelo ideal de minimizar efeitos negativos causados por um “inimigo (vírus) comum”.

Movimentos de apoio a pequenos empreendedores e comércio local também são excelente exemplos de união de pessoas a serviço do próximo – esse é o verdadeiro poder da multiplicação.

Entendo que “nas piores crises surgem as melhores oportunidades” e vejo que estamos descobrindo nosso potencial de fazer a diferença: pessoas com muito ajudando alguém com pouco, e pessoas com pouco ajudando alguém sem nada.

De verdade, temos tanto a compartilhar: nosso tempo, nosso conhecimento, nossas experiências. Um sorriso (mesmo de máscara), uma palavra gentil, um texto legal. Não adianta apenas não praticar o mal, é preciso fazer o bem.

Na próxima vez que estiver diante de uma situação difícil, não subtraia. Pergunte-se como você pode somar, pergunte-se como de verdade você pode multiplicar.

Como diria Margaret Mead: “nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas pode mudar o mundo. De verdade, sempre foi assim que o mundo mudou”.

E aí, bora ajudar?

Texto de Rafael Ottaiano

Fonte: Folha Vitória

Maria Odete

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